» Carta Pública ao meio da Dança Oriental no Brasil

Carta Pública ao meio da Dança Oriental no Brasil

Carta Pública ao meio da Dança Oriental no Brasil
Carta Pública ao Meio da Dança Oriental no Brasil
Por favor leia com atenção. Se considerar digno de consideração compartilhe esta carta com todas as pessoas que vc conhece e que estão inseridas no meio da dança árabe!
Estou no mercado da dança desde 1983 há quase 30 anos mas o que tenho vivenciado nos últimos dois anos ultrapassa qualquer limite respeitável que possa ser aceito, em termos de comportamento social e respeito pela vida e reputação alheia.
Dentre as manifestações que me obrigaram a escrever esta carta estão alguns fatos que relaciono abaixo.
As ações desrespeitosas – para ser extremamente delicada ao defini-las – se manifestaram através de blogs ofensivos, que saem do ar após denuncia oficial, e pessoas que conhecem o autor dos mesmos, e se recusam a dizer o nome do(a) responsável.
Mentiras anunciadas, e denúncias falsas, tem assolado o mercado da dança e prejudicado imensamente as pessoas envolvidas no meio.
Claro que as mais prejudicadas são os objetos de denúncia mentirosa e de ofensas públicas.
Para citar alguns casos recentes:
Em 2012 o surgimento de um blog anônimo, que usava a web apenas para disseminar ofensas, a todo lado. E que recebeu grande visitação ao iniciar o ataque a pessoas que eram razoavelmente conhecidas no mercado de dança.
Este ano, um caso que me assombrou foi uma acusação feita a Mahira Hasan, sem apresentação de provas, que a perturbou enormemente e a obrigou a tomar precauções legais.
Comigo cartas anônimas fazendo denúncias inverídicas sobre meu envolvimento na lacração da mais tradicional casa de dança Arabe do Brasil – Khan el Khalili.
A Khan el Khalili é o templo da dança Oriental no Brasil, não importa se eu estou ou não inserida na casa. Bailarinas do Brasil todo, pagam para ter a chance de se apresentar neste local. Investem muito de sua vida, exatamente porque esta casa faz diferença.
Khan el Khalili  lacrada , é uma perda imensurável para o mercado da dança como um todo, para as bailarinas que sonham em estar lá, e para todas as outras pequenas pessoas empreendedoras, que são também filhas deste lugar, mesmo que a distancia. Para mim pessoalmente também é muito doloroso, pois vivi boa parte de minha vida como bailarinas dentro desta casa e tenho por ela um respeito inabalável.
Eu respeito Jorge Sabongi e seu legado, e nunca  faria nada para prejudica-lo. Respeito é o alicerce principal de um caráter , seja ele pessoal ou corporativo.
Não compreendo o que estas pessoas, escondidas por trás da falta de assinatura, e do perfil criminoso, tem como objetivo.
A ultima vez em que estas armas foram usadas como forma de derrubar pessoas, foi na Alemanha , durante a Segunda Guerra Mundial
 Dá medo pensar, que alguém pode estar usando os mesmos métodos sujos e manipuladores, para mudar o mercado da dança.
Suspeitas infundadas, denúncias sem fundo verdadeiro, uma guerra de nervos colocando peças que fazem diferença em profundo conflito, apenas para quebrar o que existe de estrutura.
Medo e insegurança, terror psicológico, e sabe-se mais o que para incutir a sensação de instabilidade a tudo e a todos?Qual é a intenção de tudo isso?
Estou na torcida para que a Khan el Khalili reabra suas portas o mais rápido possível e que o maior número possível de bailarinas e amantes da dança levem seus amigos, para visitar a casa, pois ela é representativa da história desta dança em nosso pais.
O homem que tem lutado por ela, é merecedor da presença de todas nós, pois de alguma maneira, a alma das bailarinas habita cada sala daquela casa.
Em Shangrila, prezamos pela qualidade mas acima de tudo, pelo respeito a Arte e as pessoas.
Acredito na competição saudável em busca de qualidade e melhorias, e para isso Shangrila hoje está desenvolvendo todo um projeto pedagógico que respeita a opinião de todas as pessoas que fazem parte do corpo docente da escola.
Nossa busca por novos horizontes já causou boatos infundados também. Porque o desenvolvimento constante, e a busca por crescimento é visto como algo negativo?
Lutamos por um meio justo, onde ganha aquele que oferece o melhor serviço , e sempre haverão clientes, diferentes para produtos diferentes. Alguém quer aulas para se divertir, outra pessoa quer se profissionalizar, outra ainda não quer aprender mas simplesmente ter a chance de assistir a um bom show.
Que todos nós ativos no mercado possamos ter a chance de trabalhar honestamente , sem ter que enfrentar inimigos ocultos, com tendências fascistas, operando por nossas costas.
Compartilhe com o maior número possível de pessoas
Todas nós podemos de alguma maneira, auxiliar a reabertura da casa, com nosso apTodas nós podemos , cada uma a seu modo , contribuir para a casa , dando a ela de volta um pouco do que ela nos tem dado. De minha parte o que estiver a meu alcance e for aceito eu farei.
Fica aqui publicamente registrado o oferecimento da escola Shangrila para qualquer auxilio e ate mesmo a realização de aulas se por acaso isso puder favorecer a casa de chá e a oferta for bem vinda.
Se cada um de nós fizer um pouco, podemos construir muito!
Luciana Uzunof Hartenbach
Luciana Uzunof Hartenbach
Up